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Um ano depois: Bancos retomam negócios de risco
by fernando on set.16, 2009, under bancos, derivativos, EUA, securitização
Deu no Valor Economico - 10/09/2009 - de David Enrich e Damian Paletta, The Wall Street Journal
Talvez o melhor indicador da volta da exuberância em Wall Street seja a incessante busca de engenharia financeira exótica. O mercado de derivativos de crédito, amplamente acusado de ajudar a desestabilizar os mercados, continua vasto. Em 31 de março, o valor nocional de derivativos de crédito existentes no sistema bancário dos EUA, uma medida muito usada, estava em US$ 14,6 trilhões, segundo o Gabinete da Controladoria da Moeda, órgão que regulamenta os bancos americanos. É uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, mas ainda quase o triplo dos US$ 5,5 trilhões de três anos atrás.
Os “swaps de taxa de retorno total” – um tipo de derivativo que caiu de moda durante a crise – estão entre os instrumentos que estão voltando, dizem banqueiros e investidores. Bancos usam esses instrumentos para oferecer financiamento de baixo custo a fundos de hedge, que em troca usam os recursos para comprar empréstimos alavancados ou outros ativos do banco. Os fundos de hedge põem os ativos adquiridos como garantia para o empréstimo. Durante a crise, os swaps prejudicaram bancos que tomaram os ativos usados como garantia mas descobriram que seus valores haviam despencado junto com os mercados em geral. Até obrigações de dívida colateralizada, conhecidas pela sigla em inglês CDO, talvez a maior fonte de perdas na história de Wall Street, estão voltando, de certa forma. Bancos estão desmontando títulos produzidos pela combinação de hipotecas residenciais e comerciais e rearranjando-os em instrumentos que especialistas descrevem como mini-CDOs. O objetivo é transformar os títulos lastreados por hipotecas, tidos como de alto risco, em instrumentos mais palatáveis ao investidor.
The long and winding road: Yuan e Real fazendo parte da cesta de moedas internacionais junto com dólar, euro e libra?
by fernando on set.16, 2009, under Brasil, câmbio, China, EUA
Deu no Ae News – 10/09/2009 – Em entrevista à jornalista Luciana Xavier, do AE Broadcast Ao Vivo
AE – O senhor vê a possibilidade de moedas como o yuan e o real fazendo parte da cesta de moedas internacionais junto com dólar, euro e libra?
Eichengreen – A primeira regra para se fazer previsões é “dê uma projeção ou dê uma data, mas nunca dê os dois ao mesmo tempo” (risos). Então a resposta é sim, acho que isso é possível. Mas não sei quando. Acho que os chineses estão seriamente empenhados em fazer da moeda deles uma moeda internacional. E sei que a Rússia e o Brasil têm falado sobre a mesma coisa. Mas chegar lá será um longo e trabalhoso processo. Vai levar de 10 a 20 anos para construir mercados financeiros profundos e com a liquidez que tem de existir para fazer com que a moeda de um país seja atraente aos estrangeiros. Será preciso fazer de Xangai e São Paulo centros financeiros internacionais comparáveis aos de Nova York e Londres.
Eichengreeen é professor de Economia e Ciência Política na Universidade da Califórnia, Berkeley , pesquisador do National Bureau of Economic Research (NBER) e foi consultor Fundo Monetário Internacional (FMI). É também autor de vários livros, entre eles, “Globalização do Capital” e “Crises Financeiras”.
Janela aberta 2: Captações externas devem manter pressão sobre o câmbio
by fernando on set.16, 2009, under ações, Brasil, câmbio
Deu no AE News – 10/09/2009
As boas condições da emissão externa realizada na terça-feira pela Vale confirmam a percepção de que a janela está aberta para outras operações (CSN, Votorantim, etc…). Isto significa que o fluxo deve seguir positivo, reforçando a pressão para a apreciação do real. Segundo cálculos feitos pelo economista do Itaú Unibanco Darwin Dib, a média móvel trimestral do fluxo externo destinado à bolsa e a ativos de renda fixa negociados no mercado brasileiro atingiu US$ 4 bilhões, patamar observado antes da crise e que, anualizado, significa um volume de US$ 50 bilhões. Esse fluxo intensifica a queda do dólar – que é um fenômeno mundial – frente ao real. E deve esquentar o debate em torno de qual deve ser a postura do governo diante desse quadro que afeta, principalmente, empresas exportadoras.
Janela aberta. Ofertas primárias e secundárias registradas em 2009 já somam R$ 20,529 bilhões
by fernando on set.16, 2009, under ações, Brasil, IPO (Initial Public Offering)
Deu no Monitor Mercantil 08/09/2009 – por Alexandre Assaf
Cada vez mais empresas estão aproveitando o momento do mercado para captar recursos e fazer frente à necessidade de caixa e realização de novos investimentos. A tendência é vista, principalmente no setor de construção civil, responsável pelas maiores altas do mercado acionário. Segundo o levantamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as ofertas primárias e secundárias registradas em 2009, somam R$ 20,529 bilhões. Apenas uma foi abertura de capital e foi responsável por quase metade da captação: a VisaNet, que captou R$ 8,4 bilhões. Caso todas as ofertas sejam realizadas, o número neste ano superará o de 2008, de 14 empresas.
US$ ladeira abaixo (2) – China pretende lançar, pela 1 vez, bônus soberanos denominados em sua própria moeda, o yuan.
by fernando on set.08, 2009, under câmbio, China, EUA
Deu no AE-News – 08/09/2009 – Josué Leonel colaborador da AE e comentarista da Rede Eldorado
O ministério das Finanças esclareceu que emitirá seis bilhões de yuans, ou US$ 878,5 milhões, de bônus soberanos em Hong Kong em 28 de setembro, com o objetivo de iniciar um mercado de bônus denominado em yuan e alavancar o status global da moeda chinesa. O lançamento do bônus em yuan segue-se a outros passos dados recentemente pela China para tornar sua moeda mais fluida. Embora um yuan fortalecido possa representar um desafio adicional à supremacia do dólar, as mudanças podem contribuir para amortecer o processo de transição de uma economia global ancorada na moeda americana para um sistema financeiro internacional mais diversificado. A disparada do ouro para US$ 1.000 é um sintoma de um mundo que vê poucas alternativas de investimento para sobras de recursos. Até agora, a própria China teve de colocar em títulos americanos grande parte de sua imensa poupança. Um mercado chinês maior e mais aberto pode se tornar uma opção.
… & Red Chips: China pode anunciar em breve regras p/ IPOs de empresas estrangeiras
by fernando on set.08, 2009, under ações, China, IPO (Initial Public Offering)
Deu no AE News – 08/09/2009
A China pode estar perto de anunciar regras que vão permitir que companhias estrangeiras listem ações no país, em um movimento há muito tempo antecipado que poderá aprofundar o desenvolvimento do mercado de ações chinês e pavimentar o caminho para que empresas de outros países tenham acesso a yuans. As regras deverão cobrir áreas como exigências de capital, regras de contabilidade, governança corporativa e remessa de fundos levantados com ofertas públicas de ações (IPOs), segundo Tokuchi, diretor administrativo e chefe de investimento da Citic Securities, a maior corretora chinesa em valor de mercado. As regras deverão cobrir companhias de outros países e as “red chips”, que são empresas registradas e listadas no exterior, geralmente em Hong Kong, mas cujos ativos estão em boa parte na China.
Dragão fumegante: Greenspan alerta para inflação de dois dígitos nos EUA
by fernando on set.08, 2009, under EUA
Deu no AE News – 08/09/2009
O ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan afirmou nesta segunda-feira, que ” a menos que retiremos todo este grau de expansão, estaremos com problema. Eu não estou falando de uma inflação de 3%-5%, estou falando de uma inflação de dois dígitos nos EUA”, disse Greenspan em uma videoconferência em Mumbai, Índia. O ex-presidente do Fed disse que a inflação nos EUA pode começar a acelerar em algum momento em 2012 a menos que medidas sejam tomadas para reduzir a imensa base monetária. Contudo, a taxa de inflação global – excluindo os preços de alimentos e energia – continuará a cair durante este ano e no próximo ano, disse, apontando para uma considerável folga na economia global.
1 pra 1: Pré-Sal: Standard Bank vê paridade do Real com o Dólar em 10 anos.
by fernando on set.01, 2009, under Brasil, câmbio, commodities
Deu no AE News – 01/09/2009
As descobertas do pré-sal têm o potencial de transformar a economia brasileira, caso a administração dos recursos provenientes da exploração seja bem feita, avalia o economista Michael Hugman, do Standard Bank, que analisa o País em Londres. “Há uma possibilidade real de grande mudança na economia” afirmou à Agência Estado. Para ele, o poder do petróleo brasileiro é tão grande que pode levar o real à paridade com o dólar e elevar o rating de crédito para a nota “A” num período de cerca de dez anos.
Futilidades em baixa: Frugalidade também…diz estrategista do Citigroup
by fernando on ago.27, 2009, under ações, EUA
Deu na Bloomberg News – 27/08/2009
O gráfico acima mostra o % de consumo discricionário* sobre o consumo total dos americanos no último trimestre em 15,6%, seu nível mais baixo desde 1959, sugerindo que uma retomada deve ocorrer muito em breve. Segundo o estrategista chefe da área de ações do Citigroup Inc, Tobias Levkovich, o consumidor americano não deverá se tornar mais “frugal”. Para ele, a tendência é o comportamento do consumidor americano voltar ao seu “antigo padrão”, que prevaleceu dos anos 50 até os anos 70, com gastos mais compatíveis com a sua renda, em vez de financiados via linhas de crédito.
* Consumo discricionário: consumo que é considerado depois de satisfeitas as necessidades absolutas, e que tende a crescer com o aumento da renda. Neste sentido tende a ser ilimitado já que busca um prazer pessoal e uma interação social. A grande maioria das necessidades de um indivíduo inserido em uma sociedade desenvolvida se situa nesta categoria. Os produtos que as atenderão serão os mais diversos, desde os automóveis, até os vinhos ou roupas onde sempre se buscará uma evolução contínua na qualidade percebida dos produtos que são comprados.
Investidor deixa Petrobrás e Vale e segue para outros fundos de ações
by fernando on ago.27, 2009, under ações, fundos de ações, small caps
Deu no AE News – 26/08/2009
Relatório preparado pelo site financeiro Fortuna (www.fortuna.com.br), especializado em fundos de investimentos, revelou que entre maio e o dia 21 de agosto, enquanto os fundos de Petrobras e Vale perderam recursos da ordem de R$ 241 milhões – os demais fundos de ações para o varejo tiveram depósitos líquidos de R$ 197 milhões. De acordo com o relatório, em princípio, o interesse do investidor pela diversificação está relacionado com a rentabilidade destes fundos no ano. Na média, os fundos de small caps, por exemplo, deram retorno de 69,7% no ano, enquanto os setoriais livres renderam 51%. Os fundos indexados ao Ibovespa tiveram rentabilidade de 51% – acima do retorno dos fundos de ações da petrolífera (47,2%) e da mineradora (35,8%).
Atualmente os fundos compostos apenas por ações da petrolífera e da mineradora voltados ao pequeno investidor somam um patrimônio de R$ 11,9 bilhões, com 822 mil cotistas, enquanto os demais fundos de ações direcionados ao varejo têm patrimônio de R$ 13,7 bilhões e 595 mil cotistas.
