derivativos
Dólar forte: Volume de contratos de índice do dólar atinge recorde na ICE
by fernando on dez.10, 2009, under câmbio, derivativos, EUA
Deu no AE News: 10/12/2009
Nova York, 10 – O contrato futuro de Índice do Dólar registrou volume recorde de negociação ontem, num sinal do crescente interesse do investidor no volátil mercado de moedas. O valor dos contratos negociados ontem superou US$ 5,6 bilhões, de acordo com a ICE.
Os recentes aumentos de volume dos contratos futuros de Índice do Dólar podem estar ligados à mudança de visão dos investidores com relação à moeda; eles estariam apostando que a divisa reverterá sua trajetória de queda à medida que as condições econômicas dos EUA melhoram.
O índice acompanha o desempenho do dólar contra uma cesta ponderada de divisas, formada pelo euro, iene, libra, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço. O euro perfaz cerca de 57,6% do índice. Assim, os futuros permitem que os investidores, em vez de terem de escolher um par específico de moedas, façam de uma vez uma aposta no dólar contra uma cesta inteira. O contrato também serve de hedge contra flutuações cambiais, explica McKenzie. As informações são da Dow Jones. (Marcílio Souza)
Reality show: As lições de Dubai para o quadro da economia global
by fernando on nov.26, 2009, under ações, derivativos
Deu no Portal Exame 26/11/2009 (da Reuters) e na Folha 26/11/2009 (da France Presse)
Até poucas horas atrás, a palavra Dubai parecia evocar um milagre econômico. A mais conhecida das seis monarquias que formaram os Emirados Árabes Unidos no início dos anos 1970, Dubai parecia congregar o melhor de vários mundos.
Mas… “Como a maior parte das cidades globais, Dubai viveu sua parte nos desafios econômicos e sociais dessa crise global. Nenhum mercado está imune de questões econômicas”, disse o xeque Ahmed bin Saeed al Maktoum, membro sênior da família real de Dubai, que interveio para tentar diminuir os temores dos investidores de que um dos principais conglomerados do emirado possa declarar default sobre sua dívida.
O conglomerado Dubai World pediu ontem uma paralisação no pagamento de suas dívidas e uma dramática reestruturação da companhia, que tem US$ 60 bilhões em obrigações. .” O xeque concluiu afirmando que “mais informações estarão disponíveis no início da próxima semana”. As informações são da Dow Jones.
Um ano depois: Bancos retomam negócios de risco
by fernando on set.16, 2009, under bancos, derivativos, EUA, securitização
Deu no Valor Economico - 10/09/2009 - de David Enrich e Damian Paletta, The Wall Street Journal
Talvez o melhor indicador da volta da exuberância em Wall Street seja a incessante busca de engenharia financeira exótica. O mercado de derivativos de crédito, amplamente acusado de ajudar a desestabilizar os mercados, continua vasto. Em 31 de março, o valor nocional de derivativos de crédito existentes no sistema bancário dos EUA, uma medida muito usada, estava em US$ 14,6 trilhões, segundo o Gabinete da Controladoria da Moeda, órgão que regulamenta os bancos americanos. É uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, mas ainda quase o triplo dos US$ 5,5 trilhões de três anos atrás.
Os “swaps de taxa de retorno total” – um tipo de derivativo que caiu de moda durante a crise – estão entre os instrumentos que estão voltando, dizem banqueiros e investidores. Bancos usam esses instrumentos para oferecer financiamento de baixo custo a fundos de hedge, que em troca usam os recursos para comprar empréstimos alavancados ou outros ativos do banco. Os fundos de hedge põem os ativos adquiridos como garantia para o empréstimo. Durante a crise, os swaps prejudicaram bancos que tomaram os ativos usados como garantia mas descobriram que seus valores haviam despencado junto com os mercados em geral. Até obrigações de dívida colateralizada, conhecidas pela sigla em inglês CDO, talvez a maior fonte de perdas na história de Wall Street, estão voltando, de certa forma. Bancos estão desmontando títulos produzidos pela combinação de hipotecas residenciais e comerciais e rearranjando-os em instrumentos que especialistas descrevem como mini-CDOs. O objetivo é transformar os títulos lastreados por hipotecas, tidos como de alto risco, em instrumentos mais palatáveis ao investidor.
Não demorou – Grandes instituições americanas já vendem linhas de crédito atreladas a derivativos complicados e voláteis
by fernando on ago.27, 2009, under bancos, derivativos, EUA
Deu no Valor Economico – 24/08/2009 – da BusinessWeek
Algumas das mais recentes inovações de Wall Street dão o que pensar. Considere uma tendência nos empréstimos corporativos: os bancos normalmente atrelam linhas de crédito corportivas às taxas de juros de curto prazo. Mas agora, Citigroup, JPMorgan Chase e BofA, entre outros, estão ligando as linhas de crédito aos juros de curto prazo e aos swaps de defaults de crédito (CDS na sigla em inglês), os voláteis e complicados derivativos que deveriam agir como um “seguro”, recompensando seus detentores na eventualidade de uma companhia dar calote em suas dívidas. O JPMorgan, o BofA e o Citigroup não quiseram fazer comentários para este artigo.
Nesses novos arranjos, quando o preço dos CDS sobe – geralmente um sinal de que o mercado acredita que a saúde da companhia envolvida está se deteriorando -, o custo do empréstimo também aumenta. O resultado: quanto mais fraca a economia, maiores das taxas de juros que a companhia terá de pagar, o que a vai prejudicar ainda mais. Os bancos afirmam que os novos produtos dão a eles uma proteção extra contra defaults. Mas, para as empresas, pode ser exatamente o oposto. Os administradores agora precisam lidar com duas camadas de volatilidade – as taxas de juros de curto prazo e os swaps dos defaults de crédito, cujos preços podem atingir picos por razões que fogem ao seu controle.
Mesmo assim, muitas companhias não têm muitas alternativas. Com o crédito corporativo ainda apertado, os bancos estão cada vez mais direcionando os tomadores para os empréstimos atrelados a CDS. No total, os bancos já emprestaram quase US$ 40 bilhões este ano – mais ou menos 70% do total de linhas de créditos concedidas a tomadores em situação muito boa.