EUA
Dólar forte: Volume de contratos de índice do dólar atinge recorde na ICE
by fernando on dez.10, 2009, under câmbio, derivativos, EUA
Deu no AE News: 10/12/2009
Nova York, 10 – O contrato futuro de Índice do Dólar registrou volume recorde de negociação ontem, num sinal do crescente interesse do investidor no volátil mercado de moedas. O valor dos contratos negociados ontem superou US$ 5,6 bilhões, de acordo com a ICE.
Os recentes aumentos de volume dos contratos futuros de Índice do Dólar podem estar ligados à mudança de visão dos investidores com relação à moeda; eles estariam apostando que a divisa reverterá sua trajetória de queda à medida que as condições econômicas dos EUA melhoram.
O índice acompanha o desempenho do dólar contra uma cesta ponderada de divisas, formada pelo euro, iene, libra, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço. O euro perfaz cerca de 57,6% do índice. Assim, os futuros permitem que os investidores, em vez de terem de escolher um par específico de moedas, façam de uma vez uma aposta no dólar contra uma cesta inteira. O contrato também serve de hedge contra flutuações cambiais, explica McKenzie. As informações são da Dow Jones. (Marcílio Souza)
Flight to quality: Carteira da Pimco pode se tornar a maior da história dos Estados Unidos
by fernando on dez.10, 2009, under ações, bancos, EUA, fundos de investimento, hedge funds
Deu no Valor Economico : 10/12/2009 - da Bloomberg
O fundo Pimco Total Return Fund, dirigido por Bill Gross desde a sua inauguração, em 1987, está a caminho de se tornar o maior fundo mútuo da história do setor, uma vez que os investidores optaram pela segurança dos bônus, apesar da alta das bolsas em 2009. A julgar pelos fluxos de entrada atuais, o fundo de bônus dirigido por Gross deverá superar este mês o recorde de US$ 202,3 bilhões atingido em 2007 pelo Growth Fund of America, segundo a empresa de pesquisas Morningstar.
O Total Return recebeu US$ 42 bilhões em dinheiro novo neste ano até outubro, quatro vezes mais do que qualquer outro fundo mútuo dos Estados Unidos, segundo mostram dados da Morningstar. O crescimento destaca a relutância do investidor pessoa física em aplicar em ações. Gross, codiretor de investimentos da Pacific Investment Management (Pimco), de Newport Beach, estado americano da Califórnia, pagou a seus clientes um retorno de 4,8% no ano passado, enquanto o Índice Standard & Poor’s, referencial das ações das maiores empresas dos Estados Unidos, perdeu 37%, incluindo dividendos.
Back to the future: Volume de captação em Ofertas Públicas neste ano já é maior que em 2008
by fernando on dez.09, 2009, under ações, Brasil, China, EUA, IPO (Initial Public Offering)
Deu no Valor Economico – 09/12/2009
As ofertas públicas iniciais caminham rapidamente para voltar aos níveis estratosféricos vistos antes da crise financeira que paralisou os negócios, principalmente nos países desenvolvidos. Um levantamento das operações globais até novembro, que será divulgado hoje pela consultoria Ernst & Young, mostra que, apesar de o número de negócios ter sido menor, o volume em dinheiro ultrapassa o que foi captado nos 11 meses de 2008.
De janeiro a novembro aconteceram 459 aberturas de capital, 40% abaixo do que houve no mesmo período de 2008 (749). No entanto, em valor, a safra rendeu US$ 94,9 bilhões, comparado a US$ 94,6 bilhões nos 11 meses do ano anterior (US$ 95,2 bilhões no ano todo).
Os países em desenvolvimento, que representaram 70% do número e valor das ofertas, com destaque para Brasil e China, onde foram captados 53% do total.
Not enough: 11 executivos deixam o Bank of America durante revisão salarial
by fernando on out.23, 2009, under bancos, EUA
Deu no AE News -23/10/2009 : do Washington Post
Onze dos 25 executivos mais bem pagos no Bank of America Corp (BofA) deixaram a empresa desde que Kenneth Feinberg, “czar dos pagamentos”, do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, começou a revisar, em junho, a remuneração dos funcionários mais graduados das empresas que receberam ajuda do governo dos EUA, de acordo com The Washington Post.
Sob as regras anunciadas ontem por Feinberg, os salários em dinheiro para os principais executivos de sete corporações que receberam significativo auxílio do governo federal serão limitados a US$ 500.000 e o total de gratificações será cortado em 50%.
Um ano depois: Bancos retomam negócios de risco
by fernando on set.16, 2009, under bancos, derivativos, EUA, securitização
Deu no Valor Economico - 10/09/2009 - de David Enrich e Damian Paletta, The Wall Street Journal
Talvez o melhor indicador da volta da exuberância em Wall Street seja a incessante busca de engenharia financeira exótica. O mercado de derivativos de crédito, amplamente acusado de ajudar a desestabilizar os mercados, continua vasto. Em 31 de março, o valor nocional de derivativos de crédito existentes no sistema bancário dos EUA, uma medida muito usada, estava em US$ 14,6 trilhões, segundo o Gabinete da Controladoria da Moeda, órgão que regulamenta os bancos americanos. É uma queda de 8% em relação ao trimestre anterior, mas ainda quase o triplo dos US$ 5,5 trilhões de três anos atrás.
Os “swaps de taxa de retorno total” – um tipo de derivativo que caiu de moda durante a crise – estão entre os instrumentos que estão voltando, dizem banqueiros e investidores. Bancos usam esses instrumentos para oferecer financiamento de baixo custo a fundos de hedge, que em troca usam os recursos para comprar empréstimos alavancados ou outros ativos do banco. Os fundos de hedge põem os ativos adquiridos como garantia para o empréstimo. Durante a crise, os swaps prejudicaram bancos que tomaram os ativos usados como garantia mas descobriram que seus valores haviam despencado junto com os mercados em geral. Até obrigações de dívida colateralizada, conhecidas pela sigla em inglês CDO, talvez a maior fonte de perdas na história de Wall Street, estão voltando, de certa forma. Bancos estão desmontando títulos produzidos pela combinação de hipotecas residenciais e comerciais e rearranjando-os em instrumentos que especialistas descrevem como mini-CDOs. O objetivo é transformar os títulos lastreados por hipotecas, tidos como de alto risco, em instrumentos mais palatáveis ao investidor.
The long and winding road: Yuan e Real fazendo parte da cesta de moedas internacionais junto com dólar, euro e libra?
by fernando on set.16, 2009, under Brasil, câmbio, China, EUA
Deu no Ae News – 10/09/2009 – Em entrevista à jornalista Luciana Xavier, do AE Broadcast Ao Vivo
AE – O senhor vê a possibilidade de moedas como o yuan e o real fazendo parte da cesta de moedas internacionais junto com dólar, euro e libra?
Eichengreen – A primeira regra para se fazer previsões é “dê uma projeção ou dê uma data, mas nunca dê os dois ao mesmo tempo” (risos). Então a resposta é sim, acho que isso é possível. Mas não sei quando. Acho que os chineses estão seriamente empenhados em fazer da moeda deles uma moeda internacional. E sei que a Rússia e o Brasil têm falado sobre a mesma coisa. Mas chegar lá será um longo e trabalhoso processo. Vai levar de 10 a 20 anos para construir mercados financeiros profundos e com a liquidez que tem de existir para fazer com que a moeda de um país seja atraente aos estrangeiros. Será preciso fazer de Xangai e São Paulo centros financeiros internacionais comparáveis aos de Nova York e Londres.
Eichengreeen é professor de Economia e Ciência Política na Universidade da Califórnia, Berkeley , pesquisador do National Bureau of Economic Research (NBER) e foi consultor Fundo Monetário Internacional (FMI). É também autor de vários livros, entre eles, “Globalização do Capital” e “Crises Financeiras”.
US$ ladeira abaixo (2) – China pretende lançar, pela 1 vez, bônus soberanos denominados em sua própria moeda, o yuan.
by fernando on set.08, 2009, under câmbio, China, EUA
Deu no AE-News – 08/09/2009 – Josué Leonel colaborador da AE e comentarista da Rede Eldorado
O ministério das Finanças esclareceu que emitirá seis bilhões de yuans, ou US$ 878,5 milhões, de bônus soberanos em Hong Kong em 28 de setembro, com o objetivo de iniciar um mercado de bônus denominado em yuan e alavancar o status global da moeda chinesa. O lançamento do bônus em yuan segue-se a outros passos dados recentemente pela China para tornar sua moeda mais fluida. Embora um yuan fortalecido possa representar um desafio adicional à supremacia do dólar, as mudanças podem contribuir para amortecer o processo de transição de uma economia global ancorada na moeda americana para um sistema financeiro internacional mais diversificado. A disparada do ouro para US$ 1.000 é um sintoma de um mundo que vê poucas alternativas de investimento para sobras de recursos. Até agora, a própria China teve de colocar em títulos americanos grande parte de sua imensa poupança. Um mercado chinês maior e mais aberto pode se tornar uma opção.
Dragão fumegante: Greenspan alerta para inflação de dois dígitos nos EUA
by fernando on set.08, 2009, under EUA
Deu no AE News – 08/09/2009
O ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan afirmou nesta segunda-feira, que ” a menos que retiremos todo este grau de expansão, estaremos com problema. Eu não estou falando de uma inflação de 3%-5%, estou falando de uma inflação de dois dígitos nos EUA”, disse Greenspan em uma videoconferência em Mumbai, Índia. O ex-presidente do Fed disse que a inflação nos EUA pode começar a acelerar em algum momento em 2012 a menos que medidas sejam tomadas para reduzir a imensa base monetária. Contudo, a taxa de inflação global – excluindo os preços de alimentos e energia – continuará a cair durante este ano e no próximo ano, disse, apontando para uma considerável folga na economia global.
Futilidades em baixa: Frugalidade também…diz estrategista do Citigroup
by fernando on ago.27, 2009, under ações, EUA
Deu na Bloomberg News – 27/08/2009
O gráfico acima mostra o % de consumo discricionário* sobre o consumo total dos americanos no último trimestre em 15,6%, seu nível mais baixo desde 1959, sugerindo que uma retomada deve ocorrer muito em breve. Segundo o estrategista chefe da área de ações do Citigroup Inc, Tobias Levkovich, o consumidor americano não deverá se tornar mais “frugal”. Para ele, a tendência é o comportamento do consumidor americano voltar ao seu “antigo padrão”, que prevaleceu dos anos 50 até os anos 70, com gastos mais compatíveis com a sua renda, em vez de financiados via linhas de crédito.
* Consumo discricionário: consumo que é considerado depois de satisfeitas as necessidades absolutas, e que tende a crescer com o aumento da renda. Neste sentido tende a ser ilimitado já que busca um prazer pessoal e uma interação social. A grande maioria das necessidades de um indivíduo inserido em uma sociedade desenvolvida se situa nesta categoria. Os produtos que as atenderão serão os mais diversos, desde os automóveis, até os vinhos ou roupas onde sempre se buscará uma evolução contínua na qualidade percebida dos produtos que são comprados.
Não demorou – Grandes instituições americanas já vendem linhas de crédito atreladas a derivativos complicados e voláteis
by fernando on ago.27, 2009, under bancos, derivativos, EUA
Deu no Valor Economico – 24/08/2009 – da BusinessWeek
Algumas das mais recentes inovações de Wall Street dão o que pensar. Considere uma tendência nos empréstimos corporativos: os bancos normalmente atrelam linhas de crédito corportivas às taxas de juros de curto prazo. Mas agora, Citigroup, JPMorgan Chase e BofA, entre outros, estão ligando as linhas de crédito aos juros de curto prazo e aos swaps de defaults de crédito (CDS na sigla em inglês), os voláteis e complicados derivativos que deveriam agir como um “seguro”, recompensando seus detentores na eventualidade de uma companhia dar calote em suas dívidas. O JPMorgan, o BofA e o Citigroup não quiseram fazer comentários para este artigo.
Nesses novos arranjos, quando o preço dos CDS sobe – geralmente um sinal de que o mercado acredita que a saúde da companhia envolvida está se deteriorando -, o custo do empréstimo também aumenta. O resultado: quanto mais fraca a economia, maiores das taxas de juros que a companhia terá de pagar, o que a vai prejudicar ainda mais. Os bancos afirmam que os novos produtos dão a eles uma proteção extra contra defaults. Mas, para as empresas, pode ser exatamente o oposto. Os administradores agora precisam lidar com duas camadas de volatilidade – as taxas de juros de curto prazo e os swaps dos defaults de crédito, cujos preços podem atingir picos por razões que fogem ao seu controle.
Mesmo assim, muitas companhias não têm muitas alternativas. Com o crédito corporativo ainda apertado, os bancos estão cada vez mais direcionando os tomadores para os empréstimos atrelados a CDS. No total, os bancos já emprestaram quase US$ 40 bilhões este ano – mais ou menos 70% do total de linhas de créditos concedidas a tomadores em situação muito boa.
